NA REVISTA
Quem foste tu, Palma?
Há gente que julgamos a salvo da morte, mas ele morreu.
Morreu, e é isto que me dói: descobrir que alguém que nunca conheci, afinal, estava em tantos lugares de mim.
Foi com o abalo de quem perde um íntimo de casa que lembrei a Estrela do Mar que fui, num distante Bairro do Amor, perdido no tempo, as noites erradas que conheci ou a Terra dos Sonhos, onde continuo a voltar, quando a solidão supera a vida.
Hoje morreu Jorge Palma. Mas nunca a voz.
Mas nunca o poeta.
Obrigada por, sem o saberes, teres estado em tanto do que continuarei a ser.
A gente vai continuar.
E tu, Jorge, tu também.
